sábado, 5 de maio de 2012

ESPERANÇA E PAIXÃO




ESPERANÇA E PAIXÃO
Rosângela do Valle Dias


Como não cantar a esperança?
Ela é a mais presente força nas minhas cordas vocais.
No esforço de mudanças reais eu versejo,
emudeço ante os sons da natureza e
faço do meu olhar o encantamento das razões.
A cada instante, uma mistura de gestos,
rasuras de sentimentos num poema de canções.
Perfeita inspiração nas entrelinhas do desejo,
onde a partida é apenas uma chegada.
Ah, esperança!
Que festa colorida no tempo do coração!
Quantas paixões a vida nos faz sentir
em minutos de prazer e querer.
Como não cantar a paixão?

BH
14 de abril de 2012





sábado, 14 de abril de 2012

SILÊNCIOS














SILÊNCIOS
Rosângela do Valle Dias

Somam-se os silêncios numa manhã chuvosa de domingo.
Ausência de toques e de presenças.
Janelas cerradas num entardecer de amores.
Fechar os olhos,
emocionar-se com a música
e sonhar com um novo amanhecer.
A vida é um emaranhado de sentimentos e
um caminhar diferente para cada um.
A vida sou eu em você,
num mesmo ciclo,
experiências similares,
vivências desiguais...
Janelas que se abrem,
para a chuva molhar a alma,
num resumo de solidão.

BH
25 de março de 2012.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

PROCURA













PROCURA
Rosângela do Valle Dias

Procuro por você, incessantemente.
Leio,
através das lágrimas que insistem em se mostrar,
os seus versos deixados no silêncio da vida.
Sinto,
na saudade que permanece implacável,
a dor dissimulada de um sorriso triste.
Pressinto,
no vazio de um coração apagado,
a breve viagem para a invisível eternidade.
Quero,
no amor que domina meu ser, e enquanto estou aqui,
reacender o fogo que me norteava.
Encontrarei você,
meu espírito amado,
para conduzir-me a uma nova estrada?
Cessará a minha procura?

BH/MG
04/11/2011
Poemeto da série “Pedaços de Mim”

domingo, 8 de janeiro de 2012

SENTIMENTOS











SENTIMENTOS
Rosângela do Valle Dias

A vida sucumbiu ao tempo.
E não era hora, ainda, para mim.
O sonho deu lugar a um vazio.
A árvore dos versos secou, assim!

Ah, saudade! Saudade infinita de ti!
Saudade do que não vi.
E agora?
Procuro, no silêncio das tuas poesias,
a renovação de um sentimento disforme.
Sou, agora, o que nunca fui.
E amanhã? Terei sido o quê hoje?


Poemeto da série “Pedaços de Mim”
BH/MG
04/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


















QUANDO EU...
Rosângela do Valle Dias

Quando eu te abraçar
o oceano cantará,
através do balanço das ondas,
o cumprimento da minha sina.

Nesse momento,
tal qual o sol que ilumina,
fará o meu mundo brilhar.

Minha voz se fundirá
ao canto dos vendavais
e levará ao teu anoitecer
a lua dos madrigais.

Vou buscar a tua estrela,
vou encontrar o meu sonho,
entregar-te o sol risonho
no beijo que vou te dar.

Quando eu te abraçar,
quando eu te beijar...
Ah, com tamanha felicidade
saiba que até Deus sorrirá!

BH/MG

sábado, 22 de outubro de 2011

UM BRINDE, UM PALCO, UMA CANÇÃO...


















UM BRINDE, UM PALCO, UMA CANÇÃO...
Rosângela do Valle Dias

Um brinde no palco!
Os aplausos não cessam ...
A platéia pede bis!
Atores e atrizes retornam,
entre sorrisos e prantos,
agradecendo, em reverência,
a todo um teatro de encantos.
A canção "Beatriz" era tocada,
com grande clamor,
pela Orquestra em "bis" de amor.
"Será que ela é linda?"
"Será que ela é moça?"
"Será que é um mistério?"
Ah!
Perfeitos versos na poesia,
do autor a grande alegria!
Alegria em tão linda canção,
dando voz ao seu coração...
Momento de rara emoção!
Interagindo com o público,
em aplausos ininterruptos,
dão-se as mãos os artistas,
fecham-se as cortinas
e um verso é cantado
em uníssono...
"...e se eu pudesse entrar na sua vida..."

BH/MG
26.08.2006
Homenagem simples a uma canção única.

Vôos...













VÔOS...
Rosângela do Valle Dias

Vôo incansável, o do amor!
Entende-se, imagina-se, acredita-se...
Transcende à razão para viver uma emoção!
As distâncias vencidas,
as palavras não ditas...
Ah, coração sofredor!

Vôo rasante no mar da paixão!
Procura-se, nas gotículas das ondas,
saborear o bem-querer de então!
Ao encontro de um singular par,
voa alto,
na linha da perdida direção.

Sem norte, procuro-te, amor!
Nas asas dos teus versos,
na saudade permanente,
no olhar de quem não mente.

Vôo nos teus braços,
no teu pensamento,
na tua querência...
Desejo-te,
além do toque,
de um só momento,
na vastidão do firmamento!

BH/MG